Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação)
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ifrr.edu.br/handle/123456789/84
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Navegando Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) por Assunto "CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO"
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Item A “escrevivência” como ato de resistência: identidade e memória na obra de Conceição Evaristo(2026) Silva, Flaviano da; Oliveira, Jociane Gomes deA literatura brasileira constituiu-se historicamente sob uma perspectiva hegemônica que frequentemente relegou as vozes e a subjetividade das mulheres negras à margem do cânone ou à estereotipação de suas existências. Diante dessa lacuna histórica e pedagógica nos cursos de formação docente, este trabalho investiga de que maneira o conceito de “escrevivência”, proposto por Conceição Evaristo, atua como um instrumento de resistência político-estética e de reconstrução da identidade da mulher negra na literatura contemporânea. Parte-se da hipótese de que a escrita evaristiana rompe com os estigmas coloniais e com a dicotomia entre ficção e realidade, permitindo que a subjetividade feminina negra seja reafirmada como mecanismo de denúncia social, cura ancestral e insubordinação epistêmica. O objetivo geral consiste em analisar a escrevivência como poética de insurgência que desestabiliza a autobiografia tradicional e tensiona a matriz eurocêntrica dos currículos de Letras, promovendo o letramento antirracista. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, amparada na hermenêutica literária. O corpus analítico debruça-se sobre a obra “Olhos d'água” (2014), o romance “Ponciá Vicêncio” (2017) e ensaios teóricos da autora, em articulação com o aporte crítico de Nilma Lino Gomes (2017), Bell Hooks (2013), Domício Proença Filho (2004) e Djamila Ribeiro (2019). Como resultados, o estudo demonstra que a escrevivência fratura o pacto autobiográfico individualista ao fundir o “eu” a um “nós” comunitário fundamentado na memória espiralar e na ancestralidade. Constata-se que as estratégias narrativas de Evaristo devolvem a agência e a densidade psicológica às personagens femininas negras, subvertendo arquétipos históricos como o do “escravo nobre” e da “mulata hipersexualizada”. Conclui-se ainda que a inserção sistemática dessa autoria nos currículos universitários configura um ato imperativo de justiça epistêmica e um recurso pedagógico fundamental para a implementação da Lei nº 10.639/2003 na Educação Básica.Item Da fluência à compreensão leitora de alunos em transição do 5° para o 6° ano do ensino fundamental: um estudo de caso em Santo Antônio do Tauá, Pará(2026) Silva Júnior, José Ferreira da; Morais, Maria Elisa Salazar; Silva, Paulo Sérgio Rodrigues daO presente artigo analisa a fluência leitora como requisito para a compreensão textual, considerando que a transição do 5º para o 6º ano do Ensino Fundamental provoca rupturas emocionais e pedagógicas que impactam o desempenho discente. A pesquisa foi desenvolvida na EMEF Major Cornélio Peixoto, em Santo Antônio do Tauá (PA), com o objetivo de examinar as habilidades em defasagem nas turmas do 6º ano, identificadas a partir dos resultados do eixo de leitura em Língua Portuguesa na avaliação externa do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), Ciclo I de 2026. Trata-se de um estudo de caso de abordagem qualiquantitativa, desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e análise de dados de desempenho disponíveis na plataforma avaliativa da própria escola. O referencial teórico metodológico fundamenta-se em Rasinski (2024), LaBerge e Samuels (1974), Cabral e Plácido (2024) e Luckesi (2011, 2013). Os resultados evidenciam dificuldades de aprendizagem associadas ao elevado esforço cognitivo na decodificação. Conclui-se que as avaliações de larga escala, quando articuladas ao planejamento docente, constituem instrumentos diagnósticos essenciais para subsidiar práticas reflexivas e ações de recomposição, visando à equidade educacional.Item Discriminação social entre alunos no ambiente escolar(2026-07-15) Barbosa, Arlesa de Oliveira; Silva, Claudinea dos Santos; Barbosa, Edinilce Isabel de Oliveira; Santana, Ronaldo MartinsA discriminação social no ambiente escolar é um problema que afeta o desenvolvimento acadêmico e emocional dos estudantes. Este trabalho tem como objetivo analisar, por meio de pesquisa bibliográfica, as manifestações da discriminação social entre alunos no ambiente escolar, destacando suas causas, consequências e possíveis estratégias de enfrentamento. A pesquisa baseou-se em estudos de autores que discutem inclusão, igualdade, e convivência escolar. Os resultados demonstram que a discriminação social pode gerar exclusão, baixo rendimento escolar e dificuldades de interação entre os alunos, comprometimento da autoestima e desmotivação para os estudos. Observou-se ainda que os fatores relacionados às desigualdades socioeconômicas influenciam diretamente as relações interpessoais no contexto escolar, contribuindo para situações de preconceito e segregação. Nesse sentido, destaca-se a importância da atuação da escola, da família e dos profissionais da educação na promoção de práticas inclusivas e no fortalecimento de uma cultura de respeito às diferenças. Concluindo-se que a escola desempenha papel fundamental na construção de um ambiente educacional mais acolhedor, democrático e inclusivo, favorecendo o desenvolvimento integral dos estudantes e a formação de cidadãos conscientes e respeitosos.Item Educação em regiões de fronteira: implicações culturais, linguísticas, pedagógicas e institucionais na construção de uma escola inclusiva(2026) Prazeres, Kerollaynny da Silva dos; Ferreira, Lorrayne Irene Diniz; Silva, Paulo Sérgio Rodrigues daA presente pesquisa aborda as implicações da educação em escolas de fronteira diante da diversidade cultural e linguística presente nesses territórios, considerando os desafios e possibilidades relacionados à construção de uma escola inclusiva. O estudo parte da compreensão de que as regiões fronteiriças constituem espaços marcados pela convivência entre diferentes culturas, identidades, línguas e formas de organização social, exigindo práticas educativas capazes de reconhecer e valorizar essa pluralidade. O objetivo geral consiste em analisar os aspectos culturais, linguísticos, pedagógicos e institucionais que influenciam o processo educativo em escolas localizadas em regiões de fronteira. Para o desenvolvimento da pesquisa, utiliza-se uma abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica, realizada a partir da análise de produções científicas encontradas por meio do Google Acadêmico, considerando estudos publicados entre os anos de 2019 e 2026. A pesquisa fundamenta-se na análise de artigos científicos, dissertações e teses relacionadas à educação fronteiriça, diversidade cultural, bilinguismo, acolhimento linguístico, práticas pedagógicas inclusivas e políticas educacionais. Os resultados demonstram que as escolas de fronteira enfrentam desafios relacionados à valorização das diferentes culturas, ao atendimento de estudantes com repertórios linguísticos diversos, à formação docente e à necessidade de políticas institucionais adequadas às especificidades desses territórios. Verifica-se que a construção de uma escola inclusiva depende de práticas pedagógicas interculturais, do reconhecimento das identidades dos estudantes e do desenvolvimento de ações coletivas envolvendo gestores, professores, famílias e comunidade. Conclui-se que a educação em regiões de fronteira necessita superar modelos homogêneos de ensino e promover uma formação baseada no respeito às diferenças, garantindo o direito à aprendizagem e fortalecendo a participação de todos os estudantes no ambiente escolar.Item O ensino da língua portuguesa na educação escolar indígena: uma análise a partir do documento curricular de Roraima(2026) Tomaz, Claudete Pereira; Silva, Néricy Francielly da; Bezerra, Wilson Silva; Oliveira, Jociane Gomes deO ensino de Língua Portuguesa na Educação Escolar Indígena apresenta desafios relacionados à diversidade linguística, cultural e sociocognitiva dos povos originários, exigindo práticas pedagógicas fundamentadas na interculturalidade, no bilinguismo e na valorização das línguas indígenas. Nesse contexto, este artigo tem como objetivo analisar de que maneira o Documento Curricular de Roraima (DCRR) concebe o ensino de Língua Portuguesa na Educação Escolar Indígena, buscando compreender se suas orientações favorecem uma prática articulada ao fortalecimento das línguas indígenas ou se reproduzem concepções de caráter assimilacionista que desconsideram as identidades culturais e linguísticas dos povos originários. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, desenvolvida por meio da análise do Documento Curricular de Roraima, à luz de estudos sobre Educação Escolar Indígena, interculturalidade, bilinguismo, formação docente e ensino de Língua Portuguesa. A análise evidenciou que o DCRR orienta o ensino de Língua Portuguesa como segunda língua na maior parte das comunidades indígenas, reconhecendo a língua materna como elemento central na construção da identidade cultural e no processo de ensino e aprendizagem. O documento também enfatiza a necessidade de práticas pedagógicas contextualizadas, da valorização dos conhecimentos tradicionais e da articulação entre escola, comunidade e estudantes. Entretanto, verificou-se que a implementação dessas diretrizes depende da formação continuada de professores, da produção de materiais didáticos adequados às diferentes realidades sociolinguísticas e da implementação de políticas públicas que assegurem a consolidação de uma educação intercultural e bilíngue. Conclui-se que o Documento Curricular de Roraima apresenta uma proposta curricular comprometida com a valorização das línguas indígenas e com a construção de práticas pedagógicas interculturais, embora a consolidação dessa proposta ainda represente um desafio para a Educação Escolar Indígena no estado.Item Vozes Insubmissas: o enfrentamento à violência e a resistência na literatura afro-brasileira de autoria feminina(2026-04-27) Almeida, Carlota Nunes de; Barros, Cleilã Lima; Almeida, Edyvânia Marques de; Oliveira, Jociane Gomes deO Brasil é um país cuja formação foi pautada no patriarcalismo, com altos índices de machismo, formando uma sociedade que não dava vez e nem voz às mulheres. Para alcançarem espaços e direitos dos quais usufruem hoje, as mulheres tiveram que lutar, mas ainda hoje são frequentes situações em que a sociedade tenta silenciá-las. Dessa forma, este artigo analisa a inserção da mulher na literatura afro-brasileira contemporânea, partindo da compreensão que esse é um processo marcado pela resistência. O objetivo central desta pesquisa, é analisar a inserção da mulher na literatura afro-brasileira, compreendendo sua representação e vivência através da produção literária de Carolina Maria de Jesus, Jarid Arraes e Conceição Evaristo. Para o desenvolvimento desta investigação, utilizou-se a pesquisa bibliográfica, que forneceu os subsídios teóricos para a compreensão da temática, bem como a construção das análises. Quanto ao aporte teórico, é possível ressaltar autores como Antonio Candido (2006), Antoine Compagnon (2010), Constância Lima Duarte (2003; 2020) e Regina Dalcastagnè (2012). A partir das discussões aqui realizadas, observou-se que a literatura se constitui como um instrumento de resistência histórico para as mulheres, sendo de grande importância para enfrentamento do silenciamento, uma vez que possibilita o fortalecimento do protagonismo da mulher afro-brasileira. Além disso, as obras analisadas evidenciam a representação de mulheres brasileiras reais, cujas vivências ocorreram em contextos de desigualdade, razão pela qual caracterizam-se como pertencentes a uma literatura de resistência.