A universidade como beco estreito: um relato de experiência afrorreferenciado na pós-graduação
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Data
2025
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Resumo
Este artigo apresenta um relato de experiência que nasce dos atravessamentos de um sujeito marcado por processos de marginalização no contexto da pós-graduação em Educação. A narrativa emerge de um espaço formativo que propiciou o encontro com epistemologias contra-hegemônicas e com abordagens que valorizam a ancestralidade, os afetos e a vida como fundamentos legítimos da produção de conhecimento. Reflete-se sobre o processo de reencantamento com o fazer acadêmico, especialmente diante das marcas do epistemicídio e das estratégias de reexistência que atravessam a minha trajetória. Em diálogo com autoras e autores como Sueli Carneiro, Jorge Larrosa, Michel Foucault, Íris Verena, Karla Saraiva e Conceição Evaristo, analisa-se como o gesto de “aprontar a pesquisa” se constitui como método e ruptura, tensionando os moldes do saber instituído. A escrita é compreendida como prática insurgente, capaz de deslocar paradigmas e afirmar outras formas de existência no campo educacional. Ao reivindicar a legitimidade de narrativas encarnadas e saberes plurais, o texto propõe uma abordagem que desafia a neutralidade acadêmica e afirma a potência transformadora da pesquisa comprometida com a justiça epistêmica.
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Palavras-chave
Educação superior, Processos de marginalização na educação, Favela, Afrorreferência
Citação
SILVA, Orumar Candido da. A universidade como beco estreito: um relato de experiência afrorreferenciado na pós-graduação.2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Pós-Graduação Lato Sensu em Educação: Métodos e Técnicas de Ensino) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima, Boa Vista, 2025.