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Vozes Insubmissas: o enfrentamento à violência e a resistência na literatura afro-brasileira de autoria feminina

Resumo

O Brasil é um país cuja formação foi pautada no patriarcalismo, com altos índices de machismo, formando uma sociedade que não dava vez e nem voz às mulheres. Para alcançarem espaços e direitos dos quais usufruem hoje, as mulheres tiveram que lutar, mas ainda hoje são frequentes situações em que a sociedade tenta silenciá-las. Dessa forma, este artigo analisa a inserção da mulher na literatura afro-brasileira contemporânea, partindo da compreensão que esse é um processo marcado pela resistência. O objetivo central desta pesquisa, é analisar a inserção da mulher na literatura afro-brasileira, compreendendo sua representação e vivência através da produção literária de Carolina Maria de Jesus, Jarid Arraes e Conceição Evaristo. Para o desenvolvimento desta investigação, utilizou-se a pesquisa bibliográfica, que forneceu os subsídios teóricos para a compreensão da temática, bem como a construção das análises. Quanto ao aporte teórico, é possível ressaltar autores como Antonio Candido (2006), Antoine Compagnon (2010), Constância Lima Duarte (2003; 2020) e Regina Dalcastagnè (2012). A partir das discussões aqui realizadas, observou-se que a literatura se constitui como um instrumento de resistência histórico para as mulheres, sendo de grande importância para enfrentamento do silenciamento, uma vez que possibilita o fortalecimento do protagonismo da mulher afro-brasileira. Além disso, as obras analisadas evidenciam a representação de mulheres brasileiras reais, cujas vivências ocorreram em contextos de desigualdade, razão pela qual caracterizam-se como pertencentes a uma literatura de resistência.

Resumo em outro idioma

Este artículo analiza la literatura femenina como mecanismo de resistencia, a partir de tres autoras brasileñas contemporáneas, partiendo de la comprensión de los retos que plantea el proceso de integración de la mujer, que se ha caracterizado por la lucha contra el rechazo histórico que han sufrido las mujeres en este ámbito. Brasil es un país cuya formación se estructuró en torno al patriarcado y al predominio del machismo, cuya sociedad no concede ni voz ni voto a las mujeres. En este sentido, se observa que, para conseguir espacios y derechos, las mujeres tuvieron que luchar; sin embargo, incluso en el siglo XXI, la sociedad machista sigue intentando silenciar a las mujeres. Los objetivos de este trabajo consisten en analizar la presencia femenina en la literatura brasileña, comprendiendo su representación y su experiencia; destacar las principales dificultades a las que se enfrentan las mujeres al hacer frente al rechazo histórico en la literatura de autoría femenina; y analizar la producción literaria de las autoras Carolina Maria de Jesus, Jarid Arraes y Conceição Evaristo en su labor por romper el silencio histórico impuesto a las mujeres. Para la elaboración de esta investigación se utilizó la metodología de investigación bibliográfica, que proporcionó los fundamentos para la comprensión del tema, lo que permitió desarrollar una base teórica basada en los supuestos de la crítica literaria. A través de la elaboración de este artículo, se ha observado que la literatura se presenta como un instrumento histórico de resistencia para las mujeres, de gran importancia para hacer frente al silenciamiento, lo que permite reforzar el protagonismo femenino. Las obras analizadas muestran la representación de mujeres brasileñas reales, cuyas experiencias tuvieron lugar en contextos de desigualdad, lo que pone de manifiesto una literatura de resistencia .

Descrição

Palavras-chave

Literatura afro-brasileira, Literatura de autoria feminina, Mulheres na literatura, Rejeição histórica

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