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Entre a lua irmã e o amanhecer do sertão: uma leitura semiótica da representação do rural em “Cheiro de Relva”

dc.contributor.advisorSilva, Paulo Sérgio Rodrigues da
dc.contributor.authorCasadei, Juliana de Mendonça
dc.contributor.authorCasadei, Maria Teresa de Mendonça
dc.date.accessioned2026-09-25T21:08:29Z
dc.date.available2026-09-25T21:08:29Z
dc.date.issued2026
dc.description.resumoA música sertaneja de raiz é tida como manifestação cultural, preservando memórias, identidades e representações do universo rural brasileiro. Uma famosa canção sertaneja, Cheiro de Relva, composta por Dino Franco e Zé Fortuna, foi eleita para essa investigação pela riqueza imagética e simbólica, pois representa a paisagem, a natureza e a identidade cultural do Mato Grosso do Sul. A pesquisa fundamenta-se na compreensão de que a paisagem pode ser interpretada como um sistema de signos culturais, e teve como objetivo analisar a canção, sob a perspectiva da semiótica peirceana. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica sobre semiótica, literatura e cultura sertaneja, tecendo uma análise interpretativa da letra da canção e examinando seus signos, processos de significação, recursos poéticos e relações entre paisagem, memória, identidade e cultura. Os resultados obtidos demonstram que a paisagem descrita em Cheiro de Relva transcende a função descritiva, constituindo um complexo sistema de signos culturais. Elementos como a relva, o rio, a juriti, o orvalho, o amanhecer e a lua atuam simultaneamente como ícones, índices e símbolos, produzindo sentidos relacionados à memória, ao pertencimento, à infância, à identidade regional e à relação harmoniosa entre ser humano e natureza. O termo “cheiro de relva” é o principal núcleo semântico da obra, funcionando como signo olfativo capaz de despertar memórias afetivas e reforçar a permanência da canção no imaginário da música sertaneja de raiz. Embora a letra não mencione explicitamente um espaço geográfico, seu universo imagético permite uma leitura interpretativa relacionada às paisagens do Vale do Rio Ivinhema. Por fim, a pesquisa confirma a pertinência da semiótica peirceana para a análise da canção popular e reforça a relevância da música sertaneja de raiz como patrimônio cultural e objeto legítimo de investigação nos estudos literários e semióticos. Além disso, reconhece que novas abordagens interdisciplinares poderão ampliar a compreensão das relações entre linguagem, paisagem e identidade presentes na obra.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ifrr.edu.br/handle/123456789/563
dc.language.isopt-BR
dc.publisher.addresscampus_bv
dc.publisher.programCurso de Licenciatura em Letras com Habilitação em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa e Espanhola
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectSemiótica
dc.subjectCanção popular
dc.subjectMúsica sertaneja
dc.subjectPaisagem rural
dc.subjectIdentidade cultural
dc.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTES
dc.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIA
dc.titleEntre a lua irmã e o amanhecer do sertão: uma leitura semiótica da representação do rural em “Cheiro de Relva”
dc.typetcc_graduacao

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